Em Belém, a Vila da Barca, no Telégrafo, fronteira com o luxuoso bairro do Umarizal, se afoga em dejetos despejados pela Doca.
Comunidade reage a obras que tornam uma das maiores favelas da América Latina destino final de esgotos/Fotos: Divulgação-Redes Sociais.
antarém, na região oeste do Pará, em terceiro lugar, e Belém, capital do Estado, em oitavo, são os municípios na lista Top 10 entre os 100 mais populosos com o pior saneamento básico do País, apurado em novo estudo do Instituto Trata Brasil. Sob o foco “Saneamento é saúde: como a falta de acesso à infraestrutura básica impacta na incidência de doenças”, divulgado na semana passada, o levantamento, divulgado semana passada, foi feito em parceria com a EX Consultoria.
Trata-se de uma análise da incidência de doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado no Brasil entre 2008 e 2024, com recortes de suas consequências por regiões do País, idade, sexo e etnia, apontando que, em localidades onde o saneamento é precário, cresce o número de internações e óbitos relacionados às Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado, que impactam crianças e idosos.
Não a propósito, uma reportagem do site Alma Preta-Agência Pública, na última semana, aponta que o esgoto da avenida Visconde de Souza Franco, que recebe obras da Nova Doca, uma das obras da COP30, com investimento de R$ 310 milhões, tem como destino final a Vila da Barca, no bairro do Telégrafo.
O governo do Pará desapropriou uma área recentemente para cumprir a função de receber o esgotamento sanitário da Nova Doca na Vila da Barca. O decreto de desapropriação foi publicado no dia 17 de dezembro de 2024.
O local, pela entrada da rua Professor Nelson Ribeiro, é um cenário típico de obras, com o tráfego de veículos pesados e danos na via que geram acúmulo de água da chuva, poças de lama e dificuldades de mobilidade. A Vila da Barca é considerada uma das maiores favelas da América Latina, com mais de 7 mil habitantes, a maioria residindo em palafitas.
O projeto prevê uma série de melhorias para o saneamento da Doca: águas despoluídas no canal, drenagem, substituição de comportas para controle da maré e tubulação de água potável, mas os dejetos têm endereço certo: a Vila da Barca.
O Pará teve, em 2024, um total de 18.984 internações causadas por doenças que se relacionam à falta de saneamento, sendo que está em primeiro lugar nesse segmento na Região Norte, atrás do Amazonas, com 6.565 internações.
Quando o estudo do Instituto Trata Brasil se volta para as taxas de incidência de internações em casos de Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado por dez mil habitantes, o Estado se destaca negativamente no universo das unidades da Federação em 2024.
Em toda a Região Norte, houve prevalência de internações por doenças de transmissão feco-oral. No caso do Pará, a taxa de incidência dessas internações atingiu o maior índice entre os Estados: 18,2 casos a cada dez mil habitantes. As doenças incluem diarreias, salmonelose, cólera, amebíase, febre tifóide, hepatite A.
Ano passado, a Prefeitura de Santarém informou que nos últimos quatro anos o município investiu mais de R$ 300 milhões em obras de saneamento. Obras de esgotamento sanitário que estavam paradas foram retomadas e finalizadas, com duas Estações de Tratamento de Esgoto beneficiando mais de 100 mil moradores, mais de 70 km de rede de drenagem.
Segundo a prefeitura, a Companhia de Saneamento do Pará, a Cosanpa, detentora da concessão, é responsável pelo abastecimento dos dados no sistema do SNIS e não realizou atualizações nos últimos dois anos, deixando a responsabilidade para o município.
Uma das constatações do estudo aponta que a falta de saneamento básico gerou 344 mil internações no Brasil em 2024, sobrecarregando o SUS. Maranhão e Distrito Federal são as unidades federativas com maior incidência de internações relacionadas à falta de saneamento. Mulheres, crianças, pardos, amarelos e indígenas são as pessoas mais afetadas, sendo que crianças de 0 a 4 anos e idosos representam 43,5% desse universo.
Em 2023, o País registrou um total de 11.544 óbitos por doenças relacionadas com a falta de saneamento e que a chegada do saneamento básico deve reduzir em 69,1% a taxa de internações, após 36 meses da intervenção. O Estado com mais casos de internações é São Paulo, com cerca de 47 mil registros em 2024 e o Maranhão, o pior na análise.

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Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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