Há superlotação e falta de remédios e equipamentos na maior unidade pública de saúde portas abertas do Estado, que opera à base do improviso.
“As crianças não devem chorar; mil crianças representam mil sorrisos...”, diz um breve trecho da música “Crianças”, da banda paraense Mosaico de Ravena, lembrada para mostrar a grave e perturbadora realidade que persiste nos corredores do Hospital Regional Abelardo Santos, no Distrito de Icoaraci.

Na última quinta-feira, de forma improvisada, uma
criança de apenas três meses era atendida em uma cadeira de acompanhante, que
serviu de leito no corredor do bloco A do hospital, em mais um exemplo de como
anda a desassistência no maior hospital portas abertas do Pará. A unidade
pública tem superlotação.
“Não tem
material e nem sala disponíveis. Pelo que entendi, não tem leito, não tem
comida. Não consegui nem fazer o leite do meu filho, que não come há 24 horas.
Sem material, estou sentada numa cadeira, minha coluna dói e meus pés estão
pesados por conta do peso da criança de colo. Fora que meu filho passou mais de
seis horas sem o bendito do oxigênio”, relata a mãe, vinda de Barcarena. Em
áudio, ouvia-se o choro insistente de uma criança.
A denúncia chegou à coluna na quinta-feira, por
meio de áudios e fotos que apontavam o caos no atendimento de emergência no
Abelardo Santos. A denúncia detalha que o hospital não tem dado conta de suprir
as necessidades de leitos. “Tem idoso com sete dias de operado deitado no banco
do corredor do bloco A”, revela a mãe de um paciente.
A denúncia indicava grande número de pessoas
ocupando os corredores do bloco, e que utilizavam a sala de sutura como espaço
alternativo. “Como a médica vai internar? Está cheio, ele só vai ficar do lado
de dentro, mas leito mesmo não tem; oxigênio não tem, está tudo ocupado. O
paciente está recebendo soro no corredor e, por misericórdia, achei uma
cadeira”, dizia um dos áudios da mãe de outro paciente.
Ao invés de receberem a atenção devida, as crianças
continuam sendo as maiores vítimas da falta de melhor estrutura no hospital
que, aos olhos da propaganda oficial, opera às mil maravilhas. Em 2019, foi
assinado o Pacto pela Redução da Mortalidade Materna no Pará pelo governo do
Estado, Ministério da Saúde e prefeituras municipais, estratégia para tirar o
Estado da primeira colocação do ranking nacional - então com
102 mortes no universo de 100 mil nascidos vivos.
Encaminhamos pedido de esclarecimento à Secretaria de Saúde Pública e aguardamos um posicionamento até agora.

Os jornalistas Sebastião Godinho (foto) e Walber Monteiro
relembraram a figura do paraense Felipe Patroni, quinta-feira, passada no
auditório do TRT, na Praça Brasil.
Godinho, que há anos
vem pesquisando a vida e a obra do combativo revolucionário, informou que não
existem imagens que revelem às novas gerações os traços fisionômicos do
fundador do jornal “O Paraense”, o primeiro a circular no norte do Brasil.
O acadêmico também colocou em dúvida a informação
muito difundida de que Patroni teria nascido no Acará, afirmando que Belém
foi, de fato, a sua terra natal.
Por sugestão do
acadêmico Sebastião Godinho, o prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, deverá
mandar para a Câmara projeto de lei denominando de Historiador Ernesto Cruz, a
artéria que vai da Padre Eutíquio até à frente do colégio Paes de Carvalho.
Responsável pela coleta e análise dos dados que
envolveu quase 16 milhões de brasileiros, o IBGE vai finalmente divulgar os
resultados do Censo 2022, nesta quarta-feira.
Um dos principais
alvos da América Latina, perdendo apenas para o México, o Brasil, acredite,
registrou mais de 103 bilhões de tentativas de ataques hackers em
2022.
O Ministério da Saúde antecipou a entrega de 400
mil doses de insulina de ação rápida para evitar o desabastecimento no SUS,
frente à escassez mundial do produto.
A Toyota já estuda o
uso de inteligência artificial em seus carros.
Da série verdade revelada: fóssil do animal marinho
de mais de 500 milhões de anos não passa de uma colmeia.
A descoberta foi feita
nos abrigos rochosos de Bhimbetka, na Índia, lar de vários achados que ajudam a
entender o início da vida na Terra.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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