iz a lenda que o atual prefeito de
Tomé-Açu, Carlos da Vila, foi o sujeito que estendeu a mão ao atual deputado
federal Antônio Doido no início da carreira - empresarial e política -, em
tempos muito difíceis.
Da convenção do partido
Republicanos na cidade, no último dia 27, saiu um vídeo com o um inflamado
discurso no qual Antônio Doido, ao lançar como candidato a prefeito o nome de
Adriano Doido, pessoa da sua mais alta confiança, expõe a violência com que são
tratadas as rivalidades em Tomé-Açu.
Doido, o deputado, garante que, no
seu grupo político, ninguém tem medo. “Quero aqui, Adriano, lhe parabenizar,
você e toda a sua equipe, porque muitos aqui ficavam com medo de colocar seu
nome à disposição por conta de que já mataram muita gente. Quero dizer que aqui
ninguém tem medo, porque da mesma forma que vem bala, vai bala. Respeite essa
turma que está aqui. Nós não temos medo de ninguém”, garantiu Antônio Doido no
palanque montado na Associação Cultural de Quatro Bocas.
O mundo gira...
Ao menos na política, o mundo gira,
quando não, dá cambalhota. E, não contente, no mesmo discurso inflamado, Doido,
o deputado, questiona a competência, ou a falta dela, do atual prefeito Carlos
da Vila, do MDB, eleito em 2021 em eleições suplementares, um ano após o pleito
de 2020, no qual Carlos Vinícius também foi candidato, mas teve sua candidatura
impugnada. “Em menos de quatro anos, o valor de R$ 1,5 milhão em verbas
federais já foi repassado ao município, mas a população não vê o dinheiro”,
ataca Doido.
O deputado enumera o leque de
problemas não resolvidos do município. “Gente, eu tenho andado neste município,
não tem um ramal que preste, não tem uma estrada que preste, não tem uma rua
que preste”, atesta ele, que questiona ainda a distância entre Carlos da Vila e
a população. “Quando você viu ele (o prefeito) na sua rua, ou na sua casa para
saber ao menos como está sua família? É dessa forma que um bom gestor
administra um município. A gente só consegue fazer uma boa gestão quando a
gente tem a certeza que precisamos ouvir a todos”, alfineta Antônio Doido.
Passado conturbado
O atual prefeito e candidato à reeleição, conhecido como Carlos da Vila Nova, é pai do deputado estadual Carlos Vinícius. A dupla é do MDB, mesmo partido de Antônio Doido, e do governador do Pará, Helder Barbalho. Os dois também foram acusados de crime político contra um advogado, em 2013.
Apesar disso, seguem vidas - e eleições - normais. Na campanha de
Carlos Vinícius a deputado, em 2022, durante um comício, ele chegou a tomar
pelo braço o filho do governador, que estava presente, e o apresentou aos
eleitores como o futuro da política, sob aplausos. A cena circulou em vídeo à
época, provando que o mundo não só gira, como dá cambalhotas.
Papo Reto
· Aviso aos
navegantes: o que se diz é que a disputa pela vaga de vice na chapa de
reeleição do prefeito de Ananindeua, Daniel Santos, ainda não tirou de rota o
ex-prefeito Manoel Pioneiro (foto).
· Aliás, o
prefeito Daniel Santos tem mais um abacaxi para descascar - uma briga de egos
das assessoras de comunicação da prefeitura.
· Para a
campanha deste ano, foi escolhida uma jornalista, que é desafeta de longa data
da atual chefe de gabinete de Daniel, também é jornalista.
· No dia em que foi oficialmente
declarada a candidatura à reeleição, as duas, que, dizem, se odeiam
declaradamente, passaram a trocar farpas pelas redes sociais.
· Uma delas passou a “dar aulas”
sobre o que é ser assessora de imprensa, porque não gostou do trabalho feito
pela outra. E ainda disse na postagem: “trabalha primeiro e assim faz o teu
nome”.
· O governador Helder Barbalho anunciou a
nomeação do novo secretário-executivo do Consórcio Interestadual de
Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal.
· Marcello Brito é graduado em Engenharia
de Alimentos, com especialização em Comércio Internacional de Óleos e já atuou
em diversas áreas, sendo inclusive CEO de empresas do agronegócio.
· Dezenas de produtores rurais do
sul e sudeste do Pará buscam, mas não encontram explicações para a dolorosa e
interminável demora na liberação de financiamentos pelo Plano Safra, lançado há
mais de mês pelo governo federal.
· O Banco do
Brasil informa não haver previsão de liberação para quase 100% dos pedidos,
reforçando as suspeitas de que tudo não passa de represália às regiões que, nas
urnas, votaram em Bolsonaro.