Até o bairro do Jurunas se rendeu ao Quem São Eles, que terminou empatado com o Bole Bole, mas se recusa a acreditar que a tradicional escola desceu ladeira abaixo este ano.
sertanejo é, antes de tudo, um forte" é uma frase do livro “Os Sertões”, de Euclides da Cunha e refere-se à força dos sertanejos, mas também pode ser atribuída a todos os brasileiros resilientes que não desistem diante das adversidades. Essa constatação pode e deve ser aplicada aos que ainda acreditam e continuam a promover o carnaval em Belém e que fizeram uma bela festa na sexta-feira, 14, e sábado, 15, na Aldeia Cabana, no bairro da Pedreira, no desfile do Grupo Especial.

A Associação Carnavalesca Bole-Bole, do bairro do Guamá, é tricampeã do Grupo Especial, mas, este ano, dividiu o primeiro lugar com a Império de Samba Quem São Eles, do Umarizal, que não ganhava o título havia 29 anos. O resultado foi anunciado na noite de domingo, 16, na Aldeia Cabana. A direção da Bole Bole, gentilmente, passou o troféu de campeã ao Quem São Eles, e vai receber o dela em breve.
As duas escolas seguiram o tema proposto pela Associação Escolas de Samba Associadas, em 2025, com o carnaval da floresta, “O Carnaval da COP30”. Com o enredo “Amazônia Ensolarada”, a Bole Bole destacou a preservação ambiental e a COP30 utilizando materiais sustentáveis na confecção das fantasias; e o Quem São Eles, “O Despertar da Natureza”, um desfile grandioso e muito comentado, com mensagem de conscientização ecológica, com 1.400 brincantes. Quando encerrou o desfile do Quenzão, a escola já era considerada campeã de 2025.
Nas redes sociais, se comenta que o Quem São Eles é o campeão. “Sinceramente, queria entender esses critérios dos jurados. Nada contra a Bole Bole, porque sou jurunense e ranchista, mas a vitória do Quem São Eles é incontestável. Foi notória a diferença da apresentação para as demais agremiações. Parabéns aos únicos campeões, o Quem São Eles”.
“Acompanhei os dois dias de desfile e o Quem São Eles foi muito superior. Merecia o título absoluto”, comentou outro.
No bairro do Jurunas, o panorama é muito diferente. Um áudio que circulou pelas redes sociais resumiu a indignação da nação jurunense depois da queda da escola para o grupo de acesso, ao lado da Piratas da Batucada e Mocidade Olariense “Isso é falta de respeito com o Jurunas, com a história do Jurunas. Hoje, o Jurunas não vai dormir e não aceitamos isso”, disse uma pessoa furiosa.
“Fora essa diretoria mal organizada e harmonia toda bagunçada. Estava nítida a desorganização. Saudade de quando o Rancho fazia carnaval.
O que se comentou também foi que o Rancho já começou errando, quando não obedeceu ao tema proposto. Ao invés de falar sobre COP30 e sustentabilidade, a escola decidiu homenagear um dos fundadores da rede de supermercados Líder, Oscar Rodrigues, que estava em um dos carros alegóricos ao lado de familiares.
O que se viu na passarela da Aldeia Cabana foram muitas falhas no desfile do Rancho, que “passou correndo”, como se fala no jargão carnavalesco, ou seja, a escola “correu” para conseguir desfilar dentro do tempo regulamentar de 60 minutos.
Outros especulam, brincando, que a queda do Rancho “foi praga dos funcionários do Líder”. Não a propósito, um fato chama atenção e o grupo Líder vai encerrar o sistema de 24 horas na unidade da Doca, o que pode redundar em demissões.
E há outros que preferem fazer alusões ao jargão “Bora trabalhar”, usado tanto por Oscar Rodrigues quanto pelo governador Helder Barbalho, que, desde que assumiu o governo do Pará, pela primeira vez colocou os pés e o “ziriguidum” na Aldeia Cabana. E colocando a “culpa” no já famoso pé frio do governador, pela queda do Rancho.
Desde 2019, os sambistas de Belém não viam a cor da subvenção do governo do Pará para o seu carnaval, primeiro com 2019 e 2020, com Zenaldo Coutinho, e depois com os quatro anos de Edmilson Rodrigues.
Ainda no tema Rancho, a ex-primeira dama de Belém Nayra Rossy foi um dos destaques do desfile da escola, na sexta-feira, 14, tendo na plateia um embevecido Edmilson Rodrigues, que aplaudiu a amada no alto de um carro alegórico. O casal parece que também não deu sorte ao Rancho.
Uma das coisas que não se pode negar ao carnaval de Belém é que ele é um dos mais criativos do Brasil. Um carnaval que já foi considerado o terceiro maior do Brasil e que já teve a presença de nomes consagrados como Laíla e Joãozinho Trinta, da Beija-flor, nos áureos tempos da escola Arco-íris, resiste a muitos problemas.
Uma das tentativas de manter esse carnaval vivo foi a de mudar a data do carnaval em Belém, fazendo os desfiles antes ou depois do período em que ocorre a festa no Brasil todo. E tem tido um bom resultado.
Mas, como fazer um bom carnaval com tão pouco dinheiro? É pegar pratinhos descartáveis, pintá-los e transformá-los em escamas de um peixe gigante de um carro alegórico. E manter a tradição de ter o porta-estandarte na escola como item de avaliação. É dar apelidos carinhosos às baterias. E é, antes de tudo, amor às escolas do coração. O que se vê é um amor imensurável pelo samba e pelas escolas.
Em 2025, a ESA trouxe o comentarista de carnaval, o paraense Milton Cunha, a Belém, e ele fez muito pelo carnaval da cidade. Montou um camarote, o Milton’s, e chamou produtores de conteúdo que promovem e gostam da cultura popular de Belém e do Pará. Esses comunicadores fizeram uma grande cobertura do desfile. Ao final de cada dia de desfile, Cunha desceu à passarela do samba e era mais que saudado, era ovacionado pelo público presente.


·Agora, mais que nunca, a prefeita de Marituba, Patrícia Alencar (foto), resolveu “causar” nas fotos sociais em trajes sumaríssimos e artificialmente bronzeada.
·A Artran montou acampamento em Bragança para pretensamente fazer verificação de veículos ilegais em circulação, mas parece que a operação só visou os taxistas da cidade - que fazem rota diária para Belém.
·Resultado: veículos apreendidos, revolta e insatisfação. Só um dos taxistas levou uma multa de R$ 8 mil.
·A Associação dos profissionais recorreu ao deputado Renato Oliveira para intermediar acordo para pacificar a situação.
·No Rio de Janeiro, a venda de decisões judiciais favoráveis a OS fez o Superior Tribunal de Justiça condenar desembargadores por envolvimento nos esquemas do ex-governador Wilson Witzel.
·Por falar no Rio, dois casos de sarampo em crianças foram registrados esta semana por lá.
·Um breve cruzamento de dados do Bolsa Família possibilitou à PF identificar o que todos já suspeitavam: há volumosa lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) na movimentação de muitos beneficiários.
·Da série se a inveja matasse: turbinados pelo agro, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul devem liderar o crescimento do PIB no Brasil em 2025, diz a consultoria Tendências em levantamento projeta alta de 4,4% para o crescimento de MS e 3,7% para o de MT.
·As projeções deixam longe a média das expectativas do mercado financeiro para o crescimento do PIB nacional, não mais que 2%, se Deus for generoso.
·A chegada de facções criminosas e o infame pagamento de "taxa de proteção" imposta aos comerciantes, com agravante.
·Agora, há uma nova “metodologia”: sequestro de bens com exigência de resgate e ameaça de destruição no caso de não atendimento.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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