Desinteligência coloca Conselho em lados opostos, mas colapso na saúde pública segue sem solução aparente.
ronto e bem servido: a crise na saúde pública da capital paraense - que não começou ontem, bem verdade -, criou a receita perfeita para o Conselho Regional de Medicina e a Prefeitura de Belém servirem ao distinto público um lanche indigesto - o “sanduíche de doentes”. A degustação é pública, como se sabe, com direito a molhos e recheado com uma infame troca denotas que remetem à falta de diálogo civilizado.

A presidente do Conselho Regional de Medicina, Tereza Cristina Azevedo (foto acima), convocou representantes da OAB, Defensoria Pública, Tribunal de Justiça e Sindicato dos Médicos e, garante, da Prefeitura de Belém, na última quarta-feira, 30, para discutir o que se convencionou chamar de colapso na saúde pública. A ideia era discutir ações para solucionar a crise da saúde no Pará, enão especificamente em Belém - caso em que também fizeram falta, no mínimo, representantes dos municípios da região metropolitana. O convite foi encaminhado aos interessados quatro dias antes, diz 26.
Segundo o Conselho, tanto a Secretaria de Saúde de Belém, como a Defensoria Pública do Pará foram convidadas a participar de uma reunião que trataria sobre o PSM da 14 de Março, que fora remarcada depois da data original de 18de março. A Secretaria teria confirmado o recebimento do convite, mas não compareceu e o encontro se resumiu apenas à presença da Defensoria. O Conselho destaca que todos os relatórios de fiscalização - tanto do PSM da 14 de Março, quanto das demais unidades de saúde - foram encaminhados ao secretário de Saúde, Rômulo Nina (foto acima), e ao Departamento de Vigilância Sanitária, um deles comas providências necessárias ao funcionamento ideal das unidades de saúde (veja abaixo):
·Construção de um novo prédio, conforme normas do Ministério da Saúde
·Regularização da situação cadastral do hospital e do pagamento de profissionais
·Instalação de equipamentos como raio-X móvel e eletrocardiógrafos em todos os setores
·Agilidade nos exames laboratoriais, com resultados em até duas horas nas áreas críticas
·Criação de comissões obrigatórias e eleição para diretor clínico
·Aquisição urgente de medicamentos e insumos
·Regularização da unidade transfusional
A fronteira onde o bom senso do Conselho e da prefeitura esbarrou atende pelo envio do jornalista Mauro Neto ao encontro da última quarta-feira, que acabou provocando uma crise. O secretário de Saúde não teria sido impedido. Secretário executivo de Imprensa, o jornalista, que chegou após o início da reunião, não teve permissão para entrar, o que o Conselho nega: apenas teria sido informado que a reunião era fechada com acima citados, atribuindo “o tumulto ao próprio jornalista”, segundo a nota. “A Regional repudia qualquer correlação de seus atos com ‘barganha política’, uma vez que sempre age com imparcialidade e ética na condução de seus trabalhos, visando à saúde pública e o efetivo atendimento à população que precisa do SUS”, aponta o comunicado.
A troca de notas substituiu o diálogo civilizado. Em uma delas, a Prefeitura de Belém repudia a atitude do CRM “por promover uma reunião e convocar entrevista coletiva com representantes de diversas instituições para falar sobre o PSM da 14 de Março sem ter a educação e noção ética de convocar...” E segue: “É inadmissível, além de ser vergonhoso, que o CRM convoque uma discussão com diversas instituições e órgãos fiscalizadores deixando de fora a parte mais interessada e, principalmente, a que de fato é responsável por gerenciar a unidade de saúde em questão, naquela reunião”. E mais: “Isso demonstra claramente interesses políticos, não pela solução dos problemas existentes, que não começaram nesta gestão, masque estão presentes há anos. O próprio CRM sabe disso de forma irrefutável”, enfatizou.
Moral da história: “interesses políticos”, “barganha política” ou o que seja, a de Belém segue na UTI, tampouco importa desde quando. Triste é saberque não há solução à vista.

·Enquanto a Prefeitura de Belém fecha o Restaurante Popular, no Comércio, a Prefeitura de Ananindeua reinaugura o seu restaurante, cujo prédio passou por reforma.
·De ordem do prefeito Daniel Santos (foto), o programa volta a atender pessoas de baixa renda, que podem almoçar ao custo de R$ 4.
·O Iasep parece desafiar o Ministério Público. Está preparando mais um processo seletivo. Já são quase 100 pessoas contratadas sem concurso público.
·A Unidade Básica de Saúde da Cremação - rua dos Pariquis entre Alcindo Cacela e 14 de Março - não tem vacina antigripal.
·Também não tem agulha ou fura-dedo para os testes de glicemia. Mais: 15 minutos antes do meio-dia, servidores deixam as salas sob alegação de "hora para o almoço".
·O governador Helder Barbalho deixou de lado os antigos partidários, que perderam força política, para arregimentar novos nomes em Parauapebas. Digamos que cria um novo bando de caititus, se é que entendem.
·O prefeito Aurélio Goiano é protagonista nesse cenário, situação que espeta o deputado Chamonzinho, derrotado por Tony Cunha, do PL, em Marabá.
·A favor dele conta ter mantido a mulher, Mariana, na Prefeitura de Curionópolis, que tem planos de se lançar à Assembleia Legislativa em 2026
·O ex-prefeito de Conceição do Araguaia Jair Martins, que passou a marcar presença em Pebas, é outro que planeja voar mais alto, com as bênçãos de Helder.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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